'Causos' do Instituto CFTV

 

Por Eng. Claudio de Almeida

 

Esta é uma sessão para descontrair, para rir um pouco...

 

Todo mundo tem uma história engraçada para contar, que aconteceu em alguma obra.

 

E todos também já ouviram falar nos famosos 'causos' que os caipiras contam, sobre o tamanho do peixe que pescaram, assombração, etc.

 

Resolvi dar esse nome a esta seção pois vou contar aqui casos engraçados que aconteceram comigo, que presenciei, ou que me contaram.

 

E posso garantir que, diferentemente dos 'causos' do caipira, são todos reais.

 

Porém,  para preservar a identidade dos protagonistas, preferi usar nomes fictícios.

 

Se você tem algum caso engraçado e interessante, que valha a pena ser compartilhado, me envie que, se for publicado, seu nome e empresa aparecerão nos créditos.

 

 

Sensores IVA

 

Esse 'causo' nos mostra que o prejuízo pode ser muito grande se não conhecermos bem os produtos que instalamos.

 

Era o final do milênio, 1998 ou 1999, não tenho certeza.

 

Nosso projeto para um cliente no interior de São Paulo, um condomínio com cerca de 2 Km de perímetro, incluía a instalação de barreiras com sensores IVA  ao longo de todo o perímetro, além da cerca elétrica.

 

Na época, os sensores IVA disponíveis no mercado eram todos importados e de excelente qualidade. E também não eram baratos.

 

A equipe encarregada da obra escolheu um sensor IVA de longo alcance, 200 m, para diminuir a quantidade de sensores e o cabeamento necessário.

 

Então foram instalados cerca de 10 sensores, um par à cada 200 metros.

 

A instalação foi um sucesso até que, alguns meses depois, começaram a ocorrer vários disparos falsos, principalmente à noite.

 

Depois de muitas idas e vindas ao local, sem descobrir a origem do problema, resolveu-se deixar um técnico passando a noite lá até que ocorresse algum disparo.

 

O que ninguém tinha associado antes ao problema é que os disparos começaram com a chegada do inverno.

 

Como o local era bem arborizado, era bastante propenso à neblina, e descobriu-se que esse era o motivo dos disparos: A densidade de uma camada de 200 metros de neblina era detectada pelos sensores como uma intrusão.

 

Então começamos a fazer vários testes, diminuindo a distância entre os sensores, até que eles não fossem mais afetados pela neblina.

 

E chegou-se a distância de 50 m. Ou seja, era necessário ter um par de sensores para 200 metros de alcance à cada 50 metros...

 

Então, precisamos instalar mais 30 sensores, além de todo o cabeamento para esses 30 sensores extras.

 

A infraestrutura já instalada, eletrodutos ao longo do muro, também teve que ser duplicada para comportar o acréscimo de fiação.

 

Imaginem o prejuízo que tivemos, pois o cliente obviamente se recusou a pagar pelo acréscimo de sensores, porque ele não nos contratou para instalar 10 sensores, mas para que dessemos uma solução para o seu problema.

 

O projeto era nosso, se estava errado, o prejuízo também era nosso, não dele.

 

Hoje, se você pegar as especificações de qualquer sensor IVA para 200 m de alcance, verá o seguinte:

 

Alcance: 200 m para uso interno, 50 metros para uso externo.

 

O problema é que, na época, as especificações apenas mencionavam o alcance máximo. Parece que nem os fabricantes tinham conhecimento dessas limitações em condições de neblina...

 

 

Veja outro 'causos' aqui

 

 

Out/2018

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