Cabeamento - parte 1

 

Por Eng. Claudio de Almeida

 

Esta é a primeira parte de uma série de artigos sobre cabeamento em CFTV.

 

Nesta série de artigos você irá aprender:

 

- A escolher corretamente o cabeamento mais adequado para cada situação, tirando o máximo da performance dos equipamentos instalados;

 

- Como fazer um projeto de sucesso, com uma boa relação custo/beneficio e baixíssima manutenção;

 

- Como evitar os problemas de cabeamento e suas terríveis consequências;

 

- Como tornar sua proposta a melhor opção para seu cliente, pela simples escolha do cabeamento adequado.

Introdução

Quando você filma um vídeo com seu smartphone, as imagens são capturadas pela câmera do smartphone, gravadas na memória e exibidas na tela, ao vivo. Você poderá visualizar as imagens gravadas na tela do smartphone, extraí-las para um computador externo ou até enviá-las para alguém pela Internet.

 

Alguma semelhança com um sistema de CFTV?

 

Na verdade, a semelhança é grande; seu smartphone faz tudo que um sistema de CFTV faz: captura, grava e exibe imagens, tudo isso concentrado em um único dispositivo. E você pode gravar a imagem na resolução máxima permitida pela câmera do smartphone, sem delay, sem nenhuma perda de qualidade ou resolução e até exibi-la em tempo real, na qualidade máxima que a tela do seu smartphone permitir.

 

Onde as semelhanças com um sistema de CFTV terminam?

 

- O smartphone tem apenas uma câmera;

 

- No smartphone, a câmera, a memória e a tela são alimentadas pela mesma fonte de alimentação;

 

- Em um sistema de CFTV, além de serem várias câmeras, elas ficam distantes do dispositivo de gravação / monitor.

 

Então a maior diferença entre um smartphone e um sistema de CFTV é que o último tem um componente a mais: o CABEAMENTO.

 

Mas qual seria a melhor definição de cabeamento para um sistema de CFTV?

 

CABEAMENTO É TUDO AQUILO QUE ESTÁ ENTRE A CÂMERA E A OUTRA PONTA

 

Entende-se por outra ponta o local onde as imagens estão sendo gravadas e/ou exibidas.

 

Definindo melhor, o cabeamento pode ser formado apenas por cabos coaxiais e conectores BNC; por cabos UTP, conectores e baluns; por cabos de fibra ótica e conversores; ou ainda, em um sistema IP, por cabos UTP, conectores e switches.

 

Não esquecendo do cabeamento elétrico, que tem a função de levar a alimentação para as câmeras.

 

Qual é o grande desafio em uma instalação?

 

É que o sinal de vídeo de uma câmera chegue ao seu destino com a mesma resolução, qualidade, taxa de frames e sem atraso, exatamente como saiu da câmera mas, para isso:

 

O CABEAMENTO DEVE SER O MAIS TRANSPARENTE POSSÍVEL

 

Infelizmente, devido às leis da física, sabemos que isso não ocorre; existem componentes ao longo do caminho a ser percorrido que atenuam, degradam e até atrasam o sinal de vídeo original enviado pela câmera.

 

Portanto, o que deve ser considerado em uma instalação é:

 

NÃO IMPORTA O QUE SAI DA CÂMERA; O QUE IMPORTA É O QUE CHEGA NA OUTRA PONTA

 

O que importa em uma instalação é o resultado final, o que será visualizado e gravado. Não adianta utilizar uma câmera com 800 linhas de resolução se só chegarão 400 linhas, pois parte da resolução foi perdida no cabeamento; não adianta enviar uma imagem com uma taxa de 30 fps se só chegarão 5 fps ao destino.

 

O cabeamento é apenas um coadjuvante do sistema. Depois de instalado, ninguém irá se lembrar dele. Porém, se for mal escolhido, pode comprometer seriamente a performance de um sistema.

 

 

Parte 2 - O cabeamento metálico

 

Parte 3 - Cabeamento coaxial

 

Parte 4 - Cabeamento UTP

 

Parte 5 - Cabeamento para alimentação de câmeras

Dez/2014

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